SOBRE A APNEIA DO SONO

apneia do sono

SOBRE A APNEIA DO SONO

A apneia do sono, ou Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), é um distúrbio crônico e evolutivo do sono, que se caracteriza por pausas na respiração ou períodos de respiração pouco profunda, durante o sono.   

 

Entende-se por apneia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos nos adultos. Já a hipopneia é a redução de 30% a 50% do fluxo de ar,

Existem três formas de apneia do sono:

  • 1-“obstrutiva” (ASO), a mais comum, a respiração é interrompida pelo bloqueio das vias aéreas. Entre os fatores de risco da ASO estão a obesidade, história familiar, alergias, problemas de estreitamento nas vias aéreas. ou aumento das amigdalas e adenoides. A apneia ocorre então devido a vários fatores: os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal, as amídalas e adenoides grandes são um empecilho mecânico ou a pessoa está acima do peso e o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta, ou ainda, o formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.
  • 2- “central” (ASC)- a respiração é interrompida devido à falta de esforço respiratório.
  •  3- uma conjugação das duas

 

Entre os principais sintomas da apneia estão ronco e sonolência diurna, embora muitos pacientes não os percebam, (cerca de 85 a 90 % deles convive com a doença sem tratamento.)

A sonolência diurna é explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio.  Outros sintomas da apneia são: acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; alterações na personalidade; dificuldade de concentração; impotência sexual; e irritabilidade.

A Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS)- acomete cerca de 30 % da população e aumenta a probabilidade do paciente desenvolver doenças potencialmente letais. Está associada ao aumento peso, e obesidade, além do risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, derrame e diabetes.  É ainda uma causa importante de acidentes de trânsito.

Embora o ronco seja um dos sintomas, nem todo mundo que ronca tem apneia do sono e o diagnóstico médico é feito por meio de um exame chamado de polissonografia, que é o monitoramento do sono por equipamentos eletrônicos. Para confirmar existência da Apneia é necessário que ocorram mais de cinco episódios por hora. Então, um exame clínico por um médico com especialização na área é indicado para que seja avaliada a condição do trato respiratório.

Feito o diagnóstico, impõe-se o tratamento que inclui: Mudanças nos hábitos de vida que podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o fumo 4 horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros.

Uso de dispositivos bucais (placas de acrílico que mantêm a mandíbula na posição correta, evitando o relaxamento), cirurgia e o CEPAP-  promovendo a ventilação por pressão positiva (tratamento ouro).

A apneia é um problema médico grave, com probabilidade de causar sérios problemas de saúde, mas que pode facilmente ser identificada e tratada.

 

Autora: Dra. Maria Lucia Coelho Nóbrega



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